segunda-feira, 5 de outubro de 2009


Não é o tempo que me aflinge. Não Fujo dele.
Eu me derramo em seus braços e me deixo levar pelos seus ventos,
pelas suas tempestades, pelos seus nortes e estações...
Eu me deixo marcar pelo seu lápis implacável e deixo que ele
desenhe em minha pele o formato das horas, dos dias, da sua própria eternidade.
Eu me ponho nas mãos dele. Confio no tempo pois sei que ele é sábio.
Não o temo.
O que me aflinge é tudo aquilo que fica pelo caminho, inevitavelmente.
Tudo o que fica pra trás, tudo o que eu perco enquanto ele passa,
enquanto espero.
No fim, sou mesmo como um planeta sendo dizimado
aos poucos por
mãos desatentas
, invadido por olhos não mansos.
Um planeta escaziado, entrando em extinção. Com saudades de mim.
O que me aflinge é ser assim, descartável, tão finita.
Tão inevitavelmente esquecível.
O que me dói é ver as coisas indo embora, mesmo tendo lutado tanto. (Em vão).
Não. Eu não fujo do tempo. Sou amiga dele, acredite...
Embora ele me arranque as coisas às vezes.
Eu o respeito.
Eu o sinto.

Eu apenas desejo que meus pés sempre me levem para o melhor caminho possível.

Escolho as minhas estradas pelas cores de suas pedras, não pela sua extensão.

E enquanto sigo pela estrada que escolhi, quero mais é recolher a vida,
derramada no chão parte por parte, pelo caminho...
Porque um dia o tempo arrancará isso também.
E eu escolhi existi! No caminho, na vida, na eternidade.
Embora muito, embora o tempo...

Um comentário:

  1. pois, simplismente quero vc para sempre ao meu lado, pra tudo com tudo beijos

    te amo!!!!!!!!!!

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