sábado, 26 de dezembro de 2009

Especial RC

Ele canta e eu desidrato com gosto...
O Show estava simplesmente fenomenal, não poderia deixar de comentar....
São tantas emoções...
O melhor pra fechar meu natal.
E bem desconfio que o show foi pra mim, todo o repertório, só ele que não sabe. rs
Detalhes... Detalhes...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Ônus


A esperança me chama,
e eu salto a bordo
como se fosse a primeira viagem.
Se não conheço os mapas,
escolho o imprevisto:
qualquer sinal é um bom presságio.

Seja como for, eu vou,
pois quase sempre acredito:
ando de olhos fechados
feito criança brincando de cega.
Mais de uma vez saio ferida
ou quase afogada,
mas não desisto.

A dor eventual é o preço da vida:
passagem, seguro e pedágio.
(Lya Luft)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Clariceando...

"Gosto de venenos lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes... tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:

- E daí? Eu adoro voar!

Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com cereteza não serei a mesma sempre."


Clarice Lispector

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ontem foi o dia.
26 anos bem vividos, ou como diziam uns e outros, faltam 4 pra 30.
Um dia repleto de pessoas amigas, sorrisos, dores de dente e outras coisinhas.
Foi um dia bom, apesar de não gostar de aniversário.
Me surpreendi com pessoas que não via a tempos me desejando felicidades.
E me decepcionei com a consideração de alguns que se dizem "sentimentais".
Pessoas e pessoas.
E a vida segue assim mesmo.
Meu humor hoje está com um leve torpor de féu.
Mas só pra dizer que comentei sobre o tal dia.
Comentários são muito bem vindos, mas gostaria mesmo que fossem possíveis de se identificar o remetente. As vezes a gente cria falsas expectativas.
Enfim (Este com fim).
Mas um dia que se vai.
Boa tarde a todos.

ps.: Obrigada minha criança por ter esses olhos que me veem com tantas cores (belas).
=)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Chove lá fora e aqui... Faz tanto frio...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O contrário do Amor

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

Martha Medeiros

segunda-feira, 16 de novembro de 2009


"Crepúsculo dourado. Frases Calmas.
Gestos vagarosos. Música suave.
Pensamento arguto. Sutis sorrisos.
Paisagens deslizando na distância.
Éramos livres."

[Ode para o Futuro - Jorge de Sena]

domingo, 15 de novembro de 2009

É segunda - feira, e andamos em nuvens de corda bamba em direção ao sol.


quarta-feira, 4 de novembro de 2009


Eu ainda vivo tentando curar carências, ainda vivo na trilha de incertezas, ainda sinto a dúvida me corroendo a cada escolha. Eu ainda sigo procurando o melhor de tudo, sempre crio expectativas, por mais que saiba que são sempre essas que me abandonam no mar de minhas decepções. Eu ainda gosto do colorido, por mais que minhas páginas andaram pretas. Eu não nasci pra abandonar objetivos, para desistir, eu luto, enlouqueço, tento tudo até o fim sempre, e demoro a aceitar um não como resposta.

Eu sei o poder que eu tenho, porém ando tão cansada desses testes o tempo todo. Dessas provas de irresistibilidade. Eu sempre sonho, as vezes pareço desacreditada, mas sempre me penduro pó um fio nos meus contos de fadas. Eu corro muito atrás do que me foge incessantemente, mas hoje já passei do meu limite de rejeições, de repende descobri que não preciso de muito pra ser feliz.

Eu sofro sim, choro madrugadas inteiras, imploro milhares de coisas a Deus e agradeço loucamente quando ele me escuta. Eu sorrio também, e muito, por vezes sou criança, alegre, divertida, tenho uma capacidade enorme de mudar as coisas, de tentar de novo. Eu abraço o mundo, adoro conhecer, adoro quem tem o poder de mexer comigo, de ocupar um pedacinho dos meus pensamentos, porque eu sei o quão difícil é essa tarefa.

Eu posso não ser sempre o centro das atenções, mas no fim das contas sou parte que liga tudo, e gosto disso. Nem louca demais, nem inconseqüente demais, já passei das fases de impulsividade constantes, hoje eu gosto mais do calmo, de olhar por onde piso. Gosto de organizar fatos, entender as coisas, de estabilizar horizontes, mas sempre que planejo o mundo muda de forma ao meu redor.

Já amei muito, já tive fases de completo vazio, já levei milhares de porradas da vida, pensei que cairia em muitas delas e que dessa vez não aguentaria mais, e levantei de novo, ressurgi como sempre fiz. Se posso me resumir em palavras diria que sou doce como mel quando merecido, e muitas vezes quando não, mas sou forte como uma rocha quando necessário.

Enfim, essa sou eu!
Ressurgindo sempre e mais uma vez, vislumbrando a cor do amor.
É a beleza das cores, é o sabor dos olhares, é poder sentir a textura da alma.
Porque acho que o amor é assim, um encantamento diário, uma reciprocidade verdadeira, uma intensidade incomparável, é o ser pra ter, é se bastar, é entender que o próprio amor é único, não é necessário fragmentá-lo. Sou composta de pedacinhos sim, mas preciso de um inteiro pra me completar.
E os dias se enchem de cores, de flores, sabores e joaninhas... =)
E para a Flor mais bela de todas...
Love You 'Till The End
The Pogues
I just want to see you
when you're all alone
I just want to catch you if I can
I just want to be there
When the morning light explodes
On your face it radiates
I cant escape
I love you till the end
I just want to tell you nothing
You dont want to hear
All I want is for you to say
Why dont you just take me
Where I've never been before
I know you want to hear me
Catch my breath
I love you till the end
I love you till the end
I love you till the end
I just want to be there
When were caught in the rain
I just want to see you laugh not cry
I just want to feel you
When the night puts on its cloak
I'm lost for words dont tell me
'Cause all I can say
I love you till the end
I love you till the end
I love you till the end

sexta-feira, 30 de outubro de 2009


“Na tarde em que escrevo, o dia de chuva parou. Uma alegria do ar é fresca demais contra a pele. O dia vai acabando não em cinzento, mas em azul-pálido. Um azul vago reflete-se, mesmo, nas pedras das ruas. Dói viver, mas é de longe. Sentir não importa. Acende-se uma ou outra monta. Em uma outra janela alta há gente que vê acabarem o trabalho. O mendigo que roça por mim pasmaria, se me conhecesse. No azul menos pálido e menos azul, que se espelha nos prédios, entardece um pouco mais a hora indefinida. Cai leve, fim do dia certo, em que os que crêem e erram se engrenam no trabalho do costume, e têm, na sua própria dor a felicidade da inconsciência. Cai leve, onda de luz que cessa, melancolia da tarde inútil, bruma sem névoa que entra no meu coração. Cai leve, suave, indefinida palidez lúcida e azul da tarde aquática – leve, suave, triste sobre a terra simples e fria. Cai leve, cinza invisível, monotonia magoada, tédio sem torpor.”

O Livro do desassossego.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009


“Num dado momento penso que num canto de mim nascerá uma planta. Começo a rondá-la, achando que nesse canto se produziu alguma coisa rara, mas que poderia ter futuro artístico. Eu estaria feliz se essa idéia não fracassasse de todo. Contudo, devo esperar por um tempo ignorado: não sei como fazer a planta germinar, nem como favorecer seu crescimento, nem como cuidar dela; só pressinto ou desejo que tenha folhas de poesia; ou algo que se transforme em poesia se certos olhos olharem para ela. Devo tomar cuidado para que não ocupe espaço demais, para que não pretenda ser bela ou intensa, mas que seja a planta que ela mesma está destinada a ser, e que eu possa ajudá-la a sê-lo. Ao mesmo tempo, ela crescerá de acordo com um observador que não se importará muito em querer lhe sugerir intenções ou grandezas demais. Se for uma planta dona de si mesma, terá uma poesia natural, desconhecida para si própria. Ela deve ser como uma pessoa que não sabe quanto vai viver, mas que tem necessidades próprias, com um orgulho discreto, um pouco desajeitada, e que pareça improvisada. Ela não conhecerá suas próprias leis, embora as tenha no mais fundo e a consciência não as possa alcançar. Não saberá o grau e a maneira como a consciência intervirá, mas em última instância imporá sua vontade. E ensinará a consciência a ser desinteressada.”

Felisberto Hernández

sexta-feira, 16 de outubro de 2009


- Lembra como foi na primeira vez?
- Lembro sim. Eu te olhei, mas tu não me olhaste.
- Olhei sim, logo que cheguei lá, te vi.
- Mas eu estava de costas. Eu não te vi. Vi teu nome na lista. Doeu um pouco meu coração, mas na mesma hora pensei: "Pára, idiota. Tu estás namorando.".
- Mas pensou em mim?
- Não consegui dormir as noites anteriores da festa. Sonhava com teu nome na lista. O teu nome que rima com "mel". Como gostaria de ter aquele teu doce todo. E me punia por pensar assim.
- Ainda bem que não ficou te punindo a vida toda.
- Ainda bem mesmo.
- Eu não esperava que tudo isso acontecesse.
- Eu esperava.
- Não sabia de onde tirar coragem. Daí eu abri a minha cartola com borboletas mágicas e acreditei.
- Fico feliz.
- Te ter na minha vida é uma vitória.
- Me beija?
- Vamos ser felizes pra sempre!

PS: A tua borboleta gravada no ventre permanecerá para sempre na memória do meu coração.

[Persona non grata]

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Desde minha fuga, era calando minha revolta (tinha contundência o meu silêncio! tinha textura a minha raiva!) que eu, a cada passo, me distanciava lá da fazenda, e se acaso distraído eu perguntasse "para onde estamos indo?" - não importava que eu, erguendo os olhos, alcançasse paisagens muito novas, quem sabe menos ásperas, não importava que eu, caminhando, me conduzisse para regiões cada vez mais afastadas, pois haveria de ouvir claramente de meus anseios um juízo rígido, era um cascalho, um osso rigoroso, desprovido de qualquer dúvida: "estamos indo sempre para casa".
(Raduan Nassar - Lavoura Arcaica)

...

Vou-me Embora pra Pasárgada

Manuel Bandeira

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei


Porque relembrar é viver, então... Vou - me embora pra pasárgada.
Mais um ciclo que se fecha, mais um final trágico, mais um começo esperado.
Tudo é aprendizado, mesmo que nem tudo valha a pena.


Então vamos buscar,
aventuras experimentar,
beijar flores e cores
Viver todo o dia antes que seja muito tarde
Para eu poder sonhar
Agora é Tarde Para eu poder brincar
E o trem já está partindo, o trem já está partindo.
tarde, para eu poder jogar
tarde, para eu poder ganhar
e o trem vai decolar, o trem vai decolar.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009


Não é o tempo que me aflinge. Não Fujo dele.
Eu me derramo em seus braços e me deixo levar pelos seus ventos,
pelas suas tempestades, pelos seus nortes e estações...
Eu me deixo marcar pelo seu lápis implacável e deixo que ele
desenhe em minha pele o formato das horas, dos dias, da sua própria eternidade.
Eu me ponho nas mãos dele. Confio no tempo pois sei que ele é sábio.
Não o temo.
O que me aflinge é tudo aquilo que fica pelo caminho, inevitavelmente.
Tudo o que fica pra trás, tudo o que eu perco enquanto ele passa,
enquanto espero.
No fim, sou mesmo como um planeta sendo dizimado
aos poucos por
mãos desatentas
, invadido por olhos não mansos.
Um planeta escaziado, entrando em extinção. Com saudades de mim.
O que me aflinge é ser assim, descartável, tão finita.
Tão inevitavelmente esquecível.
O que me dói é ver as coisas indo embora, mesmo tendo lutado tanto. (Em vão).
Não. Eu não fujo do tempo. Sou amiga dele, acredite...
Embora ele me arranque as coisas às vezes.
Eu o respeito.
Eu o sinto.

Eu apenas desejo que meus pés sempre me levem para o melhor caminho possível.

Escolho as minhas estradas pelas cores de suas pedras, não pela sua extensão.

E enquanto sigo pela estrada que escolhi, quero mais é recolher a vida,
derramada no chão parte por parte, pelo caminho...
Porque um dia o tempo arrancará isso também.
E eu escolhi existi! No caminho, na vida, na eternidade.
Embora muito, embora o tempo...

Quando parti, levava as mãos no bolso, a cabeça erguida. Não olhava para trás, porque olhar para trás era uma maneira de ficar num pedaço qualquer para partir incompleto, ficado em meio para trás. Não olhava, pois, e, pois não ficava. Completo, parti.

[C.F.A]

domingo, 4 de outubro de 2009


Meus êxtases, meus sonhos, meus cansaços...
São os teus braços dentro dos meus braços,
Via Láctea fechando o Infinito.
[Florbela Espanca]

Como sorrisos ao amanhecer,
como a Lua dos dias nublados...

É a vida... e ela é linda...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009


Seguir o curso das coisas,
Render-se de boa vontade à razão,
curvar-se e aceitar
o fim de um amor ou de uma estação!...
.
[Robert Frost]

terça-feira, 29 de setembro de 2009

...E penso que ninguém completa alguém que não está disposto a completar-se a si mesmo, e que é egoísmo achar que felicidade é só ter alguém pra chamar de seu, e que auto-piedade faz alguém mais feliz...


'...Sei lá, tem sempre um pôr-do-sol esperando para ser visto, uma árvore, um pássaro, um rio, uma nuvem. Pelo menos sorria, procure sentir amor. imagine. invente. sonhe. voe. Se a realidade te alimenta com merda, meu irmão, a mente pode te alimentar com flores. Eu não estou fazendo nada de errado. Só estou tentando deixar as coisas um pouco mais bonitas.'

[C.F.Abreu]

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O amor não acaba, nós é que mudamos...



Um casal vive uma intensa relação de amor, e depois de algum tempo se separam, cada um vai em busca do próprio caminho, saem do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor realmente acaba?

O que acaba são algumas de nossas expectativas e desejos, que são subtituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser amoldado à nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com nossos erros todos. O amor se mantém o mesmo apenas para aqueles que se mantém os mesmos.

Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas. O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos. O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito.

O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.

Martha Medeiros

... O Inferno não aguenta tinta



"O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá, um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mais falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. O que aqui está é, mal comparando, semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos, e que apenas conserva o hábito externo, como se diz nas autópsias; o interno não aguenta tinta."

Dom Casmurro - Machado de Assis

sábado, 26 de setembro de 2009

O Sopro

O que fazes ainda preso?
Mudo e inerte...
O mal te venceu
Domina ao teu redor
Desprenda-se
As teias não são feitas de aço
Lute
O caminho pode ser fácil
Há beleza em torno de ti
Eu vejo por aqui
Árvores mágicas entre os fios
Eu tenho o que te falta
Sementes nem tão raras
Apenas sopro...
Lanço ao ar a minha fé
Dissipo a fumaça que quer te envolver
A cada sopro, um novo passo.
Mais um fio derrubado
Aos sopros, aos poucos.
Teu ser é libertado
Individualidade merecida.
Distroi-se a teia de agonias.
Um sopro, um novo destino.
Nem sempre, pode se seguir sozinho.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009


"Flores ao vento, na cortina da janela, cores da primavera."



São nuvens de primavera.

E aqui dentro do peito chega ao fim a tempestade.

Quero mais daqueles horizontes que ofuscam os olhos.

Calma, as nuvens estão se dissipando, quase posso ver o sol dinovo.

E hoje aquela tal de felicidade bateu em minha porta. Resolvi deixá-la entrar.

"Será magia, miragem, milagre... Será mistério..."

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Primavera

Cecília Meireles

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas azuis e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa"

Eis que chega a primavera, a mais bela e intensa das estações e com ela, dias de paz.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Saber Amar


A crueldade de que se é capaz.
Deixar pra trás os corações partidos.
Contra as armas do ciúme tão mortais.
A submissão às vezes é um abrigo
Saber amar
Saber deixar alguém te amar
Há quem não veja a onda onde ela está
E nada contra o rio
Todas as formas de se controlar alguém
Só trazem um amor vazio
Saber amarSaber deixar alguém te amar
O amor te escapa entre os dedos
E o tempo escorre pelas mãos
O sol já vai se pôr no mar
Saber amar
Saber deixar alguém te amar
Há quem não veja a onda onde ela está
E nada contra o rio
Todas as formas de se controlar alguém
Só trazem um amor vazio
Saber amar
É saber deixar alguém te amar.
Paralamas do Sucesso
[...]
E aqui termina mais uma edição da minha vida...

Algo imerso nesse monte de vida.
Com gosto de fruta nova, coisa florida...


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Que tal?


Eu preciso de amor, não desse que me preenche, que me é comum e conhecido, mas desse feito mesmo do desperdício, do excesso e de tudo mais que irrite o ouvido do desamor.

(que me embale quando estralar as pestanas, todas as vezes)

Eu quero um grande amor, e os pequenos também.

[Eu te amo, eu sei. Depois disso nada é o mesmo. Já não é há muito tempo].

Que tal começarmos a escrever uma bela história de amor?




sábado, 19 de setembro de 2009

?


Por quem você iria até o fim do mundo?

Assustada!


Nem sei se assustada é a palavra certa.
Estou chocada, alucinada, consternada.
A idéia me veio como um lampejo, ou uma pedra na janela de um desconhecido qualquer.
O coração foi a mil e me dei a pensar.
Tempestades tórridas de pensamentos despencaram na minha cabeça.
6:47 da manhã, nada de sono.
E medo... muito medo.
Descobri hoje que não sei NADA da vida. Que meus conceitos viraram pó e se perderam no vento.
Descobri que não conheço as pessoas. (Nem nunca conheci).
Eu estava errada, o tempo todo.
Resolvi, digamos assim, fazer uma pesquisa mental.
Desconhecia o passado, o presente... e futuro (Ah, esse ai nem Mãe Diná). Tudo.
E então a descoberta assustadora:
Não é procrastinação... nunca foi!!!
Não parece, mas é absurdo pra mim!
Mas não era...
O nome disso é hábito!!!
Sempre foi assim... Mas um sempre de longas datas... Antes de mim, antes de tudo.
Mas é um hábito estranho, diga-se, de passagem.
Tava lá... Tudo... Desde sempre.
Eu nunca vi, eu nunca percebi.
Tava tudo, lá naquele caixote.
Escondido a mil chaves.
Ou escancarado.
Mas nunca havia olhado naquela direção.
Um mundo velho (ou novo pra mim). Se escondia no passado.
Estou assustada... É um medo inenarrável.
Quanto tempo se passou?
E eu não sabia de nada!!!
Desconheçia. Tudo!
Que coisa, não?
E agora o que fazer com as tempestades tórridas?
To comprando um submarino. Daqueles com blindagem até no olho biônico (ou seja lá qual for o nome daquilo).
Não dá mais pra andar de bote.
Não sou peixe, água nunca foi meu forte mesmo.
A primavera tá ai... Ah, essa sim tem tempestade de cores (gosto muito). (Não, não me refiro à pessoas, só as cores mesmo. Como a menina que roubava livros.)
E minha memória? Não. Não é de peixinho dourado.
E a vida segue, sabe porque?
Porque ela sempre segue.
Simples não?
É como as descobertas, quando são feitas sempre tem um que diz:
Porque que eu não pensei nisso antes?
Então... Meus passos foram de tartaruga... Não as gigantes, aquelas pequeninas mesmo.
Mas enfim (caminhadas) nunca tem fim.
E sabe o melhor disso tudo?
Descobri que não era eu!!!
Nem nunca foi.
Lembra o que eu disse lá em cima? Sobre o hábito.
Então... A culpa é dele!
Mas o que alivia, é saber que ele não é meu!
Viver é multiplicar-se,
Vivo em constante mutação.
Não sei se fico feliz, ou se fico triste.
Calma, um sentimento por vez.
Preciso a principio processar o susto.
Depois a gente vê o que faz.
Não não... Nada de procrastinação.
Só análise sintática mesmo.
Eis que o tempo me pregou mais uma peça.
Tarda mais não falha.
Até lerdeza tem limites.
Tive uma professora no segundo ano que sempre dizia: Abra os olhos Vanessa.
É gente, isso agora faz sentido.
Não é que dormi demais?
Mas quem me conhece sabe...
O despertador toca, toca, toca...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A espera...


E de que valeu tanto espera?
de que valeu tanto esforço?
Pra no fim ser taxada de causa de todos os problemas e infelicidades alheias?
Não, não... Muito obrigada.
Não acho justo, não acho válido.
Que fique aqui a minha indignação/frustração!

E que seja muito muuuuuuuito feliz, como sempre foi antes de eu surgir.

Resolvido todos os problemas?
Então agora! Ponto Final.

Se é minha presença que incomoda, então SE JOGA!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Migalhas!


Sinto muito mas não vou medir palavras
Não se assuste com as verdades que eu disser
Quem não percebeu a dor do meu silêncio
Não conhece o coração de uma mulher
Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor

Quem começa um caminho pelo fim
Perde a glória do aplauso na chegada
Como pode alguém querer cuidar de mim
Se de afeto esse alguém não entende nada
Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor

Não foi esse o mundo que você me prometeu
Que mundo tão sem graça
Mais confuso do que o meu
Não adianta nem tentar
Maquiar antigas falhas
Se todo o amor que você tem pra me oferecer são migalhas
Migalhas

Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor
Sinto muito mas não vou medir palavras
Sinto muito

--- Migalhas ---- Simone

E Fim...

Os Girassóis só duram uma estação!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Cansa!


Não existe crueldade maior do que matar alguém aos pouquinhos.
Uma dor diferente a cada dia.
Um corte diferente a cada dia.
Eu to cansada disso.
Muito cansada.
Então faça-me um grande favor
Mata logo de uma vez!
Um tiro certeiro, um raio, seja lá que for, mas que seja de uma única vez, porque eu não aguento mais ficar sangrando deste jeito.

Tudo que você podia ser...


Tudo que você podia ser.

[Milton Nascimento]

Com sol e chuva você sonhava
Que ia ser melhor depois
Você queria ser o grande herói das estradas
Tudo que você queria ser
Sei um segredo você tem medo
Só pensa agora em voltar
Não fala mais na bota e do anel de Zapata
Tudo que você devia ser sem medo
E não se lembra mais de mim
Você não quis deixar que eu falasse de tudo
Tudo que você podia ser na estrada
Ah! Sol e chuva na sua estrada
Mas não importa não faz mal
Você ainda pensa e é melhor do que nada
Tudo que você consegue ser ou nada.


Olha, o céu tá todo azul, é a primavera querendo se anunciar.
Você vai ver? Ou vai ficar aí sentada esperando que ela passe sem você notar?
Sinta!


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Caso contrário - Tchau!



"Não me venha com meios-termos,
com mais ou menos
ou qualquer coisa.
Venha à mim com corpo, alma,
vísceras, tripas e falta de ar".
Caio Fernando Abreu

domingo, 13 de setembro de 2009

Cobertor de Girassóis


Nosso caminho
Nosso Filme
Nossa história
Cobertor de Girassóis
Ora vontade
Ora saudade
Querer mais que bem querer
Alá Camões
Alá canções
Misto de sentir
Ser, estar, dividir, compartilhar
Quero, sinto, sigo, amo.
Exagerado, intenso
Respiro, procuro
Ausência dispersa
Presença homérica
Desejo excruciante
Sede insaciável
Alá Clarice
Alá Caio
Negativo niilismo
Grito afônico
Necessidade incessante
Veemência da entrega
Seu sorriso
O paraíso
Seu gosto
Minha essência
Seu toque, meu toque
O encaixe
Seu tom
Vida minha
Nossa rima
Amor meu.

Vanessa Julidori

"Sou dela, sem ela.
Não sou!
Porque eu preciso dela.
Só dela, com ela,
Eu vou!"
[Nando Reis]

sexta-feira, 11 de setembro de 2009




Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças

sinopse

Joel (Jim Carrey) e Clementine (Kate Winslet) formavam um casal que durante anos tentaram fazer com que o relacionamento entre ambos desse certo. Desiludida com o fracasso, Clementine decide esquecer Joel para sempre e, para tanto, aceita se submeter a um tratamento experimental, que retira de sua memória os momentos vividos com ele. Após saber de sua atitude Joel entra em depressão, frustrado por ainda estar apaixonado por alguém que quer esquecê-lo. Decidido a superar a questão, Joel também se submete ao tratamento experimental. Porém ele acaba desistindo de tentar esquecê-la e começa a encaixar Clementine em momentos de sua memória os quais ela não participa.

"Porque às vezes, eu queria me chamar Clementine, ter o cabelo laranja e apagar um pedaço da minha memória. Deletar o que não se deve / se quer / se pode lembrar. Assim: pra sempre."


E a frustração volta a reinar!



quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Lendas!



"As vezes, tenho pra mim que tartarugas gigantes são apenas lendas"


=S

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

À Minha menina...


Bem Que Se Quis

Bem que se quis

Depois de tudo
Ainda ser feliz
Mas já não há
Caminhos prá voltar
E o quê, que a vida fez
Da nossa vida?
O quê, que a gente
Não faz por amor?...

Mas tanto faz!
Já me esqueci
De te esquecer
Porque!
O teu desejo
É meu melhor prazer
E o meu destino
É querer sempre mais
A minha estrada corre
Pro seu mar...

Agora vem, prá perto vem
Vem depressa, vem sem fim
Dentro de mim
Que eu quero sentir
O teu corpo pesando
Sobre o meu
Vem meu amor, vem prá mim
Me abraça devagar
Me beija e me faz esquecer...

Bem que se quis
Depois de tudo
Ainda ser feliz
Mas já não há
Caminhos prá voltar
E o quê, que a vida fez
Da nossa vida?
O quê, que a gente
Não faz por amor?...

Mas tanto faz!
Já me esqueci
De te esquecer
Porque!
O teu desejo
É meu melhor prazer
E o meu destino
É querer sempre mais
A minha estrada corre
Pro seu mar...

Agora vem, prá perto vem
Vem depressa, vem sem fim
Dentro de mim
Que eu quero sentir
O teu corpo pesando
Sobre o meu
Vem meu amor, vem prá mim
Me abraça devagar
Me beija e me faz esquecer...

Bem Que Se Quis!...

"Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança." (C.F.A)

Quando você está do meu lado sei que existem estrelas de leite condensado girassóis de porcelana e bonecas de cabelo enrolado... Você vai ser a mocinha do meu primeiro filme falado.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Eloquente...


Alguma coisa mudou aqui dentro, algo realmente importante. Nunca entendi bem os meus sentimentos, sempre compreendi os dos outros mas e os meus? Ah os meus nunca foram muitos claros, sempre um misto de emoções. Que eu me perdia quando tentava compreende-los, por isso só os sentia, já que se tratavam de sentimentos. [Sou complexa demais, isto é fato]
Acreditava que se tratava de algo realmente confiável, que não precisava me preocupar, mas era pura filosofia barata, tão trivial que tive uma clara demonstração do que se trata a tal palavra. O verdadeiro sentido dela, e tive medo, estou com medo, nunca me imaginei assim, não agora. “Meu futuro está bem traçado por mim, sei o que quero.” Dizia eu, só não lembrei de duas coisas: A primeira avisar pro “futuro” isso e a segunda pro inesperado. Ou seria, para a cabeça, vontade, impulso….? Enfim, pra tudo isso que nos sustenta uma vida toda.
Meu fim pode ser na próxima curva, mas antes de chegar nela vou admirando a paisagem e sentindo cada músculo do meu corpo. O impossível está na esquina e eu estou indo buscá-lo, já estou sentindo o cheiro e vendo a cor. Só falta esticar a mão e pegar, mas… ah…. vamos com calma, ainda não sei se ele cheira a canela ou cravo [Me confundo com seus aromas]. Enquanto você não sabe se corre, eu sigo no meu passo, no meu autocontrole incontestável. [Adquiri com o tempo].
"Depois da tempestade vem a bonança". [Não é assim o ditado?]
Se quem espera sempre alcança: vem por aqui, eu sei o caminho.
É longo, sim eu sei. Mas admire a paisagem.
Vê lá, está repleto de Ipês Amarelos. =)

E Milton segue cantando...

Caçador de Mim

Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim


Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim

Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim

Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura


Longe se vai
Sonhando demais

Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Não sou... Estou.




"Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente.
Sou isso hoje...
Amanhã, já me reinventei.
Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim.
Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina... E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar...
Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil...e choro também!"

No momento não sou...Estou...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sutilmente...



Sutilmente - Skank

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti.


Enfim...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Só por Hoje...



Poema
Ney Matogrosso
Composição: Cazuza / Frejat

Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás...

Momento Nostalgia...
Mas logo passa.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Prefiro!



Síntese Perfeita!
Os dias insistem em nascer e o tempo não cessa de correr.[Ainda bem].
Me cansei de paradoxos.
Melhor assim.
Prefiro...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Tempos Modernos



Eu que esperava pelas rosas, me deparei com flores desconhecidas.
Flores de coloridos intensos, expressões marcantes, transbordando paz.
Já éramos tão íntimos, cada qual em sua solitude, amplos em seu abandono, ambos esperando por completude.
Cúmplices da mesma espera.
Poetas brotam no outono, rosas brotam à revelia.
Aqueço-me com o calor das flores que anunciam a primavera.
Meu mundo se enche de sorrisos e cores.

A solidão fez suas malas.
E como dizia o poeta Lulu Santos, são tempos modernos....


"Eu vejo a vida melhor no futuro
Eu vejo isso por cima do muro
de hipocrisia que insiste em nos rodear
Eu vejo a vida mais farta e clara
Repleta de toda a satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão

Eu quero crer no amor numa boa
E que isso valha prá qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer mais sim do que não

Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte amor
Vamos viver tudo o que há prá viver
Vamos nos permitir"