sábado, 19 de setembro de 2009

Assustada!


Nem sei se assustada é a palavra certa.
Estou chocada, alucinada, consternada.
A idéia me veio como um lampejo, ou uma pedra na janela de um desconhecido qualquer.
O coração foi a mil e me dei a pensar.
Tempestades tórridas de pensamentos despencaram na minha cabeça.
6:47 da manhã, nada de sono.
E medo... muito medo.
Descobri hoje que não sei NADA da vida. Que meus conceitos viraram pó e se perderam no vento.
Descobri que não conheço as pessoas. (Nem nunca conheci).
Eu estava errada, o tempo todo.
Resolvi, digamos assim, fazer uma pesquisa mental.
Desconhecia o passado, o presente... e futuro (Ah, esse ai nem Mãe Diná). Tudo.
E então a descoberta assustadora:
Não é procrastinação... nunca foi!!!
Não parece, mas é absurdo pra mim!
Mas não era...
O nome disso é hábito!!!
Sempre foi assim... Mas um sempre de longas datas... Antes de mim, antes de tudo.
Mas é um hábito estranho, diga-se, de passagem.
Tava lá... Tudo... Desde sempre.
Eu nunca vi, eu nunca percebi.
Tava tudo, lá naquele caixote.
Escondido a mil chaves.
Ou escancarado.
Mas nunca havia olhado naquela direção.
Um mundo velho (ou novo pra mim). Se escondia no passado.
Estou assustada... É um medo inenarrável.
Quanto tempo se passou?
E eu não sabia de nada!!!
Desconheçia. Tudo!
Que coisa, não?
E agora o que fazer com as tempestades tórridas?
To comprando um submarino. Daqueles com blindagem até no olho biônico (ou seja lá qual for o nome daquilo).
Não dá mais pra andar de bote.
Não sou peixe, água nunca foi meu forte mesmo.
A primavera tá ai... Ah, essa sim tem tempestade de cores (gosto muito). (Não, não me refiro à pessoas, só as cores mesmo. Como a menina que roubava livros.)
E minha memória? Não. Não é de peixinho dourado.
E a vida segue, sabe porque?
Porque ela sempre segue.
Simples não?
É como as descobertas, quando são feitas sempre tem um que diz:
Porque que eu não pensei nisso antes?
Então... Meus passos foram de tartaruga... Não as gigantes, aquelas pequeninas mesmo.
Mas enfim (caminhadas) nunca tem fim.
E sabe o melhor disso tudo?
Descobri que não era eu!!!
Nem nunca foi.
Lembra o que eu disse lá em cima? Sobre o hábito.
Então... A culpa é dele!
Mas o que alivia, é saber que ele não é meu!
Viver é multiplicar-se,
Vivo em constante mutação.
Não sei se fico feliz, ou se fico triste.
Calma, um sentimento por vez.
Preciso a principio processar o susto.
Depois a gente vê o que faz.
Não não... Nada de procrastinação.
Só análise sintática mesmo.
Eis que o tempo me pregou mais uma peça.
Tarda mais não falha.
Até lerdeza tem limites.
Tive uma professora no segundo ano que sempre dizia: Abra os olhos Vanessa.
É gente, isso agora faz sentido.
Não é que dormi demais?
Mas quem me conhece sabe...
O despertador toca, toca, toca...

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