segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O início.


Nem pierrôs, nem querubins, nem Ana, nem Milton, nem fotos, nem fatos, nem palavras, nem gestos.

Atos insanos, desejos reprimidos, gritos abafados.

Nem coragem, nem peito aberto.

Seus olhos se perderam, sua boca se perdeu.

Meus sonhos foram desfeitos, dilacerados.

Não valeu o sacrifício.

“Eu não podia imaginar as coisas que me aconteceriam, o início foi incerto, confuso e incomum, onde todos os estranhos fariam parte da minha vida, onde todos os cantos teriam histórias escondidas.”

Caminhei sem rumo em meio a escuridão, procurei desesperada sua mão.

Eu não via, eu não sentia você não estava lá.

“Tanta farsa, tanta mentira, tanta falta do que dizer...”

O sol agora brilha mais forte e sou obrigada a abrir a janela.

Um desejo repentino de viver.

Uma luz no fim do túnel que não me leva a você.

Um sabor de tarefa cumprida. De superação de limites.

Fui o impossível. Dei o que não tinha. E tive o que não escolhi.

Enfim.

Já chegou a minha hora, é tempo de partir.

“Insieme a te

Ho conosciuto giorni che

Erano migliori

Ma il silenzio che ora c'è

Fortifica i rancori

Ma tu eri come me

E adesso è come se

Niente c'è”


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